Eu tenho andado tão ocupado com tanto trabalho (Graças a Deus). Porém, fico triste por às vezes não postar nada. Estes dias escrevi um texto sobre minha infância e minhas biciclietas, segue abaixo, espero que gostem.
Eu e minha bike…
Lembro-me como se fosse hoje a primeira vez que consegui andar sem as rodinhas da minha primeira bicicleta. Foi no quintal da casa da minha avó, eu tinha uma Caloizinha pequenina, mas que para mim era o máximo. Eu tinha uns 5 anos e nunca imaginaria o quanto minha vida mudaria depois daqueles primeiros metros sem meu pai segurar o selim ou sem uma das rodinhas. Lembro claramente do primeiro tombo, foi na calçada perto de casa, esfolei todo o pé esquerdo, chorei como toda criança desta idade, mas depois de 10 minutos já estava em cima da bicicletinha de novo, com o pé todo vermelho de mercúrio. Lembro tão bem dos dias que depois da aula saia com os amigos para andar de bicicleta, eram momentos mágicos, pois parece que ainda sinto a brisa em meu rosto quando descia as avenidas pedalando perigosamente nas faixas dos transportes coletivos.
Lembro de todas as bicicletas que tive, a BMX da Monark, o freio era no pedal, lembro também da minha Caloicross, branca, linda, e que um dia desmontei ela inteirinha para pintá-la de preto, tremenda besteira, nunca mais foi a mesma… Impressionante, como a vida passa diante dos nossos olhos em alguns momentos. Momentos que parecem mágicos, eternizados e que por algum motivo ficam esquecidos na nossa memória por anos e anos. Mas, parece que assim como o estalo daquele primeiro momento de conseguir andar sozinho e que nunca esquecemos, são as coisas boas que aparecem na sua vida.
Incrível como depois de tudo o que acontece ou que se conhece na vida, achamos que era tão fácil e não conseguimos entender o por que nunca tínhamos conseguido ou conhecido. Sinto muitas saudades das épocas de menino onde era apenas eu e minha bicicleta. Hoje eu sinto algo me tocando, me fazendo voltar a ser menino, querendo minha bicicleta, desejando a companhia de alguém ao meu lado, pedalando… Sem compromissos e sem cobranças, apenas sentindo aquela deliciosa sensação de liberdade e ao mesmo tempo cumplicidade, amor, carinho, ternura e lógico, sem deixar de sentir o prazer do ventinho ao rosto…